Viagem

A Torre de Pisa: o erro que deu certo

Sabe aquelas coisas que acontecem, aparentemente, erradas, mas que acabam por serem simplesmente perfeitas? Pisa, na Toscana, é um exemplo disso. A cidade é conhecida mundialmente por sua torre inclinada – a Torre de Pisa -, que já correu sérios riscos de desabar, mas que se mantém firme e forte para o prazer de quem passa pelo local.

A Torre de Pisa e a Praça dos Milagres

A Torre de Pisa faz parte de um complexo lindíssimo em uma praça que é conhecida nada mais nada menos como Praça dos Milagres. Ela e os demais monumentos da praça foram construídos seguindo exemplos vistos em Jerusalém, na época das Cruzadas.

Assim que chegar na praça você verá três principais construções que te deixarão, certamente, boquiaberto(a): o batistério, a duomo, e a torre.

Dos três monumentos a torre foi a última a ser construída para abrigar os sinos da catedral. Aliás, são sete deles, e cada um possui até mesmo nome (acredita?!).

Subindo a Torre de Pisa

Não sou daquelas que acha que é preciso conhecer todos os monumentos para ter a real experiência de uma cidade. Afinal, muitas vezes nem os locais conhecem direito as atrações turísticas de onde moram (não é verdade?!). Em todo caso, não sei exatamente o porquê, mas um dos objetivos da minha viagem a Pisa era subir a torre. Dá play no vídeo abaixo e confere como foi essa experiência.

O que saber antes de subir a torre

  1. Garanta o seu ingresso com antecedência: A primeira coisa que você deve saber antes de subir a torre é que muito provavelmente a cidade estará cheia de turistas querendo fazer a mesma coisa que você. Por isso, garanta o seu ingresso com antecedência. Você até pode comprar na hora, mas além de enfrentar fila, ainda há o risco de não encontrar mais tickets disponíveis. Mas atenção! Vários sites na web vendem o ingresso com uma taxa de conveniência super alta. Para evitar esse problema, garanta o seu ticket através do site oficial da torre aqui. Você deverá escolher o dia e o horário da sua visita. Os ingressos online podem ser comprados com um máximo de 20 dias e com o mínimo de 1 dia de antecedência. O preço em 2019 é de €18,00.
  2. Acesso a Duomo: Apesar de a Duomo ser gratuita, é necessário, de acordo com o site oficial da atração, ter um passe para acessá-la. Com o ingresso da Torre de Pisa ou de qualquer outro monumento da Praça dos Milagres você tem entrada direta a Duomo, em qualquer horário, sem precisar retirar o passe, que possui hora marcada. Quando fui, não pediram o meu ingresso e consegui entrar tranquilamente. A dica, no entanto, é chegar cedo – a partir das 10h – para evitar filas.
  3. Escolha sapatos confortáveis e não escorregadios: A Torre de Pisa começou a ser construída em 1174 (de acordo com alguns sites, em 1173) e, apesar de ser SUPER bem conservada, seus degraus irregulares mostram que muita gente já passou por ali. Além disso, ela é toda feita em mármore, fazendo com que a superfície seja um pouco escorregadia. Por isso, aconselho usar um sapato que lhe garanta conforto, mas que acima de tudo permita que você permaneça de pé durante a sua subida.
  4. Prepare-se para subir mais de 250 degraus. Apesar de cada site dar uma informação diferente sobre a quantidade de degraus na torre, uma coisa é certa: existem entre 250 e 300 deles. Eu, sinceramente, achei que o pior da subida é o fato de ela ser escorregadia e não exatamente cansativa. Afinal, a torre não é muito alta: aproximadamente 60 metros.
  5. Deixe bolsas e malas no armário: Antes de entrar na fila para subir a torre, não esqueça de deixar os seus pertences no guarda-volumes da atração, ao lado da ticket office. Esse serviço é gratuito. E fique tranquila(o), pois você poderá subir com o seu celular para arrasar nas fotos lá de cima (apesar de as mais bonitas serem tiradas embaixo mesmo).
  6. Menores de 8 anos não entram: De acordo com o site oficial da torre, menores de 8 anos não são admitidos na atração. Além disso, menores de 18 anos devem estar acompanhados de um adulto.

E por que a Torre de Pisa é inclinada?

Apesar de muita gente, especialmente há alguns séculos atrás, pensar que a Torre de Pisa foi construída inclinada propositalmente, o projeto era, na verdade, de uma torre vertical. Ou seja, nenhuma inclinação, era prevista. Muito pelo contrário! A inclinação, que acabou dando charme e notoriedade ao local, acabou dando muita dor de cabeça desde a época de sua construção nos anos 1100 até os dias de hoje.

Pisa e sua torre localizam-se entre dois rios – Arno e Serchio -, conferindo à cidade um terreno arenoso, com barro e conchas. Com um solo bastante instável, a cidade não estava preparada para receber (sem a ajuda da engenharia moderna) construções pesadas, que necessitassem de um terreno firme para se manter. Além disso, as fundações da torre haviam aproximadamente três metros de profundidade apenas.

Por isso, cerca de cinco anos após o início da construção da Torre – em 1178 – quando ela contava com apenas três andares, a inclinação começou e o projeto foi, inclusive, parado por cerca de 100 anos. As guerras entre Pisa e Gênova também contribuíram para a pausa na construção da torre.

Quando a construção foi retomada, em 1272, outros andares foram adicionados. Para compensar a inclinação, a ideia foi tornar um lado dos andares superiores mais alto do que o outro. No entanto, essa manipulação fez com que a torre se inclinasse ainda mais.

A construção só terminou na segunda metade do século XIV, mas a torre continuou a inclinar-se com o tempo. No século XX, a inclinação chegou a cerca de 1,2 milímetro por ano.

Em 1990, para evitar o seu desmoronamento e encontrar soluções mais permanentes para o problema, a torre foi fechada ao público e assim permaneceu até 2001, quando foi finalmente reaberta.

Outras curiosidades

Sim, a Torre de Pisa é a mais famosa delas, mas você sabia que Pisa possui outras torres inclinadas? E que a Italia possui ainda mais torres inclinadas também famosas? Uma delas está em Bolonha, a cidade do molho à bolonhesa, também na Toscana.

Espero que tenha gostado de saber mais sobre a Torre de Pisa.

Beijos e abraços, Vivi.

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